By Eden
Ninguém me amou como ela.
Ninguém me ensinou tanto.
Ninguém vibrou com minhas vitórias como ela.
Minha mãe era meu porto seguro, meu maior tesouro, a ponte que me levou até Deus.
Tudo o que ela queria era simples: viver em paz com sua família.
Ela fez tudo certo.
Viveu com integridade, respeito, fé.
Mas Angola não recompensou sua bondade.
E se você sente essa dor, este texto é para nós.
Ela Merecia Flores, Mas Recebeu Espinhos
Ela acreditou no hino. Acreditou na bandeira. Acreditou que um dia, o sacrifício do nosso povo seria reconhecido.
Mas o governo não ama seu povo… Nos envergonha… Nos mata devagar…
Com água suja em vez de saneamento, com comida importada e estragada em vez de agricultura digna, com bebida barata para entorpecer nossa dor, em vez de oportunidades para curá-la. Angola deveria ser o lar que acolhe, mas virou o solo que engole seus próprios filhos.
O Amor Dela Por Angola Foi Maior Que o de Angola Por Ela
Ela cantou muits ve “Ó Pátria, nunca mais esqueceremos…”
Mas a Pátria esqueceu. Esqueceu das mães que caminharam quilômetros para buscar água. Esqueceu das guerreiras que venderam tudo para sustentar seus filhos. Esqueceu que um país só é grande quando cuida de quem o construiu. Ela amou Angola, mas Angola não amou ela de volta.”
Como Honrar Sua Memória Em Um País Que a Traiu?
A melhor revolução é não esquecer.
- Fale dela. Para que sua história não se perca na poeira da injustiça.
- Exija mais. Porque ela merecia água limpa, saúde digna, paz verdadeira.
- Continue sua luta. Com amor, mas também com indignação.
“Se o governo não valoriza nossas mães, nós valorizaremos. Se a história não as registra, nós as escreveremos.”
Ela não foi ministra, nem general, nem bilionária.
Mas foi coluna.
Foi raiz.
Foi o melhor que este país já teve.
E se um dia Angola acordar e perceber o que perdeu, será tarde demais.
Porque mulheres como ela já se foram—e levaram consigo o amor que este país não soube merecer.
Pergunta Para Você:
- O que sua mãe te ensinou sobre amor e resistência?
- Como podemos honrar essas guerreiras em um país que as ignora?
Este texto é uma homenagem, um lamento e um grito.
Se quiser, posso transformá-lo em poesia, carta ou até um manifesto.
Ela merece.
Nós merecemos.
